Jardim da universidade
Jardim da universidade
Ela se senta calmamente na grama, na terra
E retira, ao acaso, uma ou duas plantas
O vento torna tudo mais bonito
Mas, ela não sabe
Ela se senta calmamente na grama, na terra
E ela está de vestido
Nenhum detalhe me passa desapercebido
Ela é como um presente do acaso
Uma oferenda à Gaia
Sozinha, distraída, ela canta
Mas não sorri
Sua voz séria e pesada contrasta
Com sua fisionomia leve e despreocupada
Me inquieto
Meu desejo me trai
Meu corpo se expande
Eu sou a terra
Eu a acompanho em seu sentar
Mesmo distante, andando
Então, tudo já é passado
A garota e seu vestido vermelho já não existem mais
Um lapso, um surto, um grito surdo, um desejo contido
E já alcanço o restaurante
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